Produto
Acessibilidade
Princípios para tornar a experiência Agenu mais perceptível, compreensível e operável.
Princípio de produto
Acessibilidade não é
uma camada final.
Uma interface só funciona de verdade quando pode ser percebida, compreendida e operada com clareza.
Perceber, compreender e operar
Acessibilidade faz parte da experiência desde a estrutura, da linguagem e da interação. Ela reforça clareza operacional, hierarquia, continuidade, densidade com propósito e previsibilidade em diferentes condições de uso.
Perceber
A informação, o estado e a mudança aparecem por mais de um sinal: contraste, texto, estrutura, cor, ícone ou posição.
Compreender
Contexto, linguagem e consequência tornam claro onde a pessoa está, o que aconteceu e o que pode fazer.
Operar
A tarefa continua disponível sem depender de mouse, hover, precisão extrema ou movimento rápido.
Não é um framework fechado. É uma forma de perguntar se a experiência continua útil em contextos como zoom elevado, luz forte, uso com uma mão, conexão lenta ou dispositivos diferentes.
Contraste e cor
Contraste sustenta leitura, hierarquia e interação. Texto principal, secundário e muted precisam continuar legíveis no próprio contexto; o mesmo vale para botões, campos, seleção, foco, disabled e erro.
Quarta-feira, 14:30 · Clínica Centro
ConfirmadoAgenu Green reforça prioridade, seleção, foco ou presença de marca — não é sinônimo de sucesso. Use as combinações já aprovadas em Fundamentos → Cor; dark mode não é uma solução universal de acessibilidade.
Tipografia e leitura
Texto precisa continuar legível quando amplia.
Montreal mantém a voz da Agenu. Evite texto desnecessariamente pequeno, baixo contraste usado apenas por estética e blocos longos em caixa alta.
Hierarquia visual acompanha a relação entre conteúdos.
Títulos representam seções reais; largura controlada ajuda leitura contínua sem impor limites rígidos a tabelas e superfícies operacionais.
Foco, teclado e alvos interativos
Se algo pode receber foco, o foco precisa ser perceptível. Hover e foco são estados diferentes: ações essenciais permanecem operáveis por teclado e seguem uma ordem lógica de leitura.
O contorno acompanha o controle ativo sem depender de hover.
- Prefira elementos nativos quando eles já oferecem o comportamento necessário.
- Controles têm área de interação confortável e espaço entre ações próximas.
- Overlays mantêm contexto e devolvem o foco a um ponto lógico ao fechar.
Não remova outline sem uma alternativa clara. Evite controles que dependem de precisão extrema, gesto específico ou mouse para concluir uma tarefa.
Labels, nomes e formulários
Placeholder não substitui label. Cada controle precisa ter um nome que explique sua função, e instruções críticas devem estar disponíveis antes da ação — não escondidas em tooltip.
Um erro identifica o campo e orienta a correção além da cor. Se uma falha geral impedir o envio, preserve os dados preenchidos e explique a consequência conhecida sem culpar a pessoa ou inventar uma causa.
Estados, conteúdo dinâmico e recuperação
Seleção, loading, disabled e status precisam ser reconhecíveis.
Um controle indisponível não parece normal e sem resposta. Quando o motivo ajuda a tarefa, ele aparece no próprio contexto.
Mudanças importantes precisam ser percebidas.
Erro, salvamento, resultado carregado ou mudança de status precisam permanecer compreensíveis, inclusive para tecnologias assistivas. Toast não é sinônimo de feedback.
Um erro acessível ajuda a retomar a tarefa.
Explique o que aconteceu, o que foi afetado e qual é o próximo passo. Em ações destrutivas, deixe claras consequência, confirmação e cancelamento.
Movimento, zoom e responsividade
Movimento nunca é necessário para compreender a interface. Ele permanece preciso, natural, contido, contínuo e funcional; redução de movimento preserva a tarefa.
Ampliar não deve quebrar a tarefa. Texto, labels, botões e mensagens toleram expansão sem depender de alturas fixas ou áreas cortadas.
Responsivo não é apenas caber. No mobile, toque, zoom, ordem de leitura, priorização e teclado virtual continuam fazendo parte da experiência.
Semântica e conteúdo
Headings, listas, tabelas e formulários comunicam relações quando usados no contexto certo. ARIA entra quando necessário, não para corrigir uma base semântica ruim.
Imagem informativa precisa de alternativa textual adequada. Elementos decorativos não devem gerar ruído; um ícone sozinho não substitui o nome de uma ação essencial.
Tabelas preservam a relação entre cabeçalhos e células. Status usa texto compreensível; gráficos também precisam de contraste, labels e alternativas claras.
Faça / Evite
Mantenha foco visível, labels associados e controles nativos quando fizer sentido.
Não corte conteúdo com altura fixa nem recrie controles com elementos genéricos.
Antes de publicar
- A informação depende apenas de cor para ser percebida?
- O foco é visível e as ações essenciais funcionam por teclado?
- Os controles possuem nomes claros e labels continuam disponíveis?
- A ordem de leitura, o zoom e o reflow preservam a tarefa?
- Movimento é dispensável para compreensão?
- Erros ajudam a recuperar a tarefa e estados dinâmicos continuam perceptíveis?